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Notíci@Sintuperj

Nº 95

(31/03/10)

Sindicato dos Trabalhadores das Universidades Públicas Estaduais / RJ

 

Notícias do Sintuperj

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HORA DA DECISÃO: ASDUERJ E SINTUPERJ CONVOCAM TRABALHADORES PARA

ASSEMBLEIA CONJUNTA

 

Quase uma década sem reajuste e mais de 80% de perdas acumuladas

 

Já são quatro anos de promessas e compromissos não cumpridos com os trabalhadores e o governo Cabral não apresenta nenhuma proposta ou qualquer sinalização de avanço para estabelecer o reajuste salarial. Discurso após o outro. Promessas e cafezinho, ao invés de salário. É essa a política que o governo Cabral tem para os servidores da Uerj. Por isso, trabalhador, é hora de reivindicarmos mais uma vez e nos unirmos pelo justo reajuste salarial.

 

JUNTOS SOMOS FORTES

 

Será realizada no próximo dia 07 de abril, a assembleia conjunta entre Sintuperj e Asduerj, no Auditório 33, às 15 horas. Na pauta, estão informes, análise de conjuntura e Campanha Salarial unificada de 2010.

 

COMPAREÇA À ASSEMBLEIA!


1º de abril: as mentiras do senhor reitor

 

 

 

- A Reitoria se empenhará ativa e solidariamente para conseguir um reajuste salarial digno para os técnico-administrativos e docentes;

 

- Tirar do papel o projeto de Restaurante Universitário, transformando-o numa realidade;

 

- Propor um projeto de lei que garanta autonomia financeira e administrativa da Uerj;

 

- Adotar uma postura ativa e não submissa diante do Estado, tendo, entretanto, consciência da obrigatoriedade da prestação de contas;

 

- Recompor IMEDIATAMENTE o quadro de funcionários técnico-administrativos através de concurso público do Hupe;

 

- Desenvolver estratégias e práticas que possibilite a aproximação do Hupe com toda a comunidade universitária;

 

- Propor uma revisão do estatuto da Uerj com ampla participação da comunidade universitária;

 

- Desenvolver seminários conjuntos entre sociedade civil, governo e parlamento estadual para a autonomia da Uerj;

 

* Estas promessas foram extraídas diretamente do material de campanha de 2007 do então candidato à reitoria, Ricardo Vieiralves.

 

 

MAS... A VERDADE É...

 

Vieiralves é conivente com a política do governo Cabral e NÃO contribui para avançar as negociações das reivindicações dos trabalhadores da Uerj com o governador;

 

Vieiralves prometeu a inauguração do restaurante universitário para dezembro de 2009. No entanto, as obras estão paradas. Mais uma obra de fachada?

 

Vieiralves NÃO propõe projetos pela autonomia universitária, ao contrário, ignora. Isso porque não luta pela garantia de no mínimo 6% da Receita Tributária Líquida do Estado (RTL), conforme o artigo nº 309 da Constituição Estadual;

 

Vieiralves adota uma postura política clara de subserviência e conivência com o governo Cabral, principalmente, quando concorda com os cortes do orçamento feitos pelo governador;

 

Vieiralves NÃO promoveu concursos de modo a recompor IMEDIATAMENTE o quadro de funcionários do Hupe. Enquanto isso, faltam médicos intensivistas, nutricionistas, anestesistas, técnicos de enfermagem, auxiliares universitários, entre outros. A luta por concurso público sob o regime estatutário é uma reivindicação que se estende a todas as unidades da Uerj que também sofrem com falta de pessoal e condições dignas de trabalho para atender a população;

 

Vieiralves NÃO compareceu ao ato público realizado no auditório Ney Palmeiro do Hupe com a presença dos parlamentares integrantes da Comissão de Educação e também se ausentou da audiência pública realizada na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). O reitor, publicamente, durante Conselho Universitário, apontou a presença parlamentar como estranha à universidade na questão do Hupe e ainda acusou as entidades de violar a autonomia universitária;

 

Vieiralves NÃO fez e NÃO faz a discussão ampla com toda a comunidade universitária sobre a revisão do Estatuto. Ao invés disso, propõe uma discussão pontual sobre a questão da minuta que prevê a possível entrada das Fundações de Direito Privado (FDP’s) no Hupe, sob o falso argumento de regulamentação da autonomia do hospital;

 

Vieiralves NÃO defende a autonomia universitária. Ao contrário, cerceia o debate e comete práticas que demonstram o desinteresse em defender a autonomia. Inclusive, na última sessão do Conselho Universitário impediu a continuidade do debate sobre a minuta do Hupe e encerrou a sessão.

 

Magnífico reitor, quando começará a reconstrução da Uerj?

 

Já que a destruição nós vivenciamos dia a dia com o sucateamento dos serviços públicos; terceirização; contêineres; falta de reajuste salarial etc.


 

Sintuperj e Asduerj solicitam

intermediação nas negociações salariais

 

Na manhã do dia 23 de março, os diretores do Sintuperj e da Asduerj encaminharam ofício ao presidente da Alerj, Jorge Picciani, solicitando intermediação nas negociações das reivindicações dos trabalhadores da UERJ com o governador Sérgio Cabral. No documento, as entidades ressaltam a necessidade de investimentos para que haja qualidade na prestação de serviços públicos à população. Um ofício requerendo negociações de reajuste salarial e demais reivindicações também foi enviado ao secretário da Casa Civil, Régis Fichtner, na tarde de 20 de março.

 

As entidade sindicais chamam a atenção das autoridades para as precárias condições de trabalho e a falta de reajuste salarial dos trabalhadores, que afligem a comunidade há quase nove anos. Essa situação de descaso e abandono pode desencadear uma possível interrupção na prestação dos serviços públicos.

 

Até o momento, tanto o Sintuperj como a Asduerj não receberam quaisquer respostas de Picciani e Fichtner. Este é apenas um passo, os seguintes vêm apenas com mobilização e luta.


Entidades encerram mês da mulher

com atividades de formação 

 

                                                                                                                               Mariana Gomes

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“Não podemos achar que a violência é só física”, afirmou a advogada Renata Reis

 

Na tarde de segunda-feira, dia 29 de março, o Sintuperj e a Asduerj encerraram as homenagens ao Dia Internacional da Mulher com palestra. Com o tema “Violência contra a mulher e aplicação da Lei Maria da Penha”, o debate contou com a presença de estudantes, técnico-administrativos e professores da Uerj. A plateia, que participou ativamente com perguntas e questionamentos, foi composta em sua maioria por mulheres, mas os homens também marcaram presença. Entre os debatedores estiveram a advogada do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher (Cedim), Renata Reis; advogada do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Mesquita (Condim), Luciana Martins; a professora da Faculdade de Enfermagem da Uerj, Sônia Maria Alves; a médica Iná Meireles; a escritora Helena Theodoro; a coordenadora do movimento pelos direitos das homoafetivas, Iony Lindgren, e a diretora do Sintuperj, Regina de Fátima.

 

A advogada, Renata Reis, explicou o ciclo da violência de gênero que, segundo ela, começa com uma tensão entre a mulher e o parceiro, passando para uma explosão de raiva e termina com a sedução por parte do agressor, o que seria a terceira etapa do ciclo, com o perdão e a reconquista da mulher. Uma das questões mais importantes tocadas durante o debate foi o alcance da Lei Maria da Penha. “As mulheres homoafetivas também estão enquadradas na Lei”, informou Renata. A advogada também ressaltou os tipos de violência sofridos pela mulher: “Não podemos achar que a violência é só física, quando o homem impede a esposa de trabalhar, a humilha diariamente, também são considerados tipos de violência”. Ao final do debate, a militante, Maria Celsa, contou sobre a violência que sofreu na juventude, quando chegou a ter 85% do corpo queimado pelo ex-namorado. “Hoje, a mulher vítima de violência é mercadoria tanto para a mídia, como para várias instituições”, desabafou Maria.

 

Durante o evento foram distribuídos cartilhas de conscientização sobre saúde da mulher, contra a homofobia e contra a violência. Além de sorteios de livros e brindes, houve distribuição de um perfume feito a partir das rosas distribuídas durante o ato realizado pelo Sintuperj no dia 8 de março e um coquetel de encerramento oferecido pelo Sintuperj e pela Asduerj.


Audiência pública em defesa do Hupe

será nesta segunda-feira

 

Após muita mobilização, finalmente, o reitor da Uerj, Ricardo Vieiralves, reconheceu sua prática antidemocrática. Isso porque Vieiralves cerceou e evitou o quanto pôde o debate amplo sobre a minuta que prevê a possível entrada das Fundações de Direito Privado (FDP’s) no Hupe. Prova disso é o ofício que foi encaminhado às unidades organizacionais na manhã desta quarta-feira, dia 31, convidando os trabalhadores a comparecerem à audiência pública desta segunda-feira, dia 5, às 10 horas, na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).

 

Além de discutir a minuta, a audiência pública também debaterá a situação de sucateamento pela qual o hospital universitário está passando. Esta é a segunda audiência realizada, já que Vieiralves não compareceu à primeira e nem ao ato público realizado no auditório Ney Palmeiro do Hupe. Com o ponto liberado, os trabalhadores precisam se mobilizar e, juntos, reivindicar a retirada da minuta que pode significar a privatização do hospital. TODOS EM DEFESA DO HUPE.

 

Servidores públicos juntos na luta

 

Nesse sentido, também é preciso fortalecer a luta de todos os setores do serviço público em defesa do Instituto de Assistência dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro (Iaserj) que está prestes a ser demolido. No mesmo dia da audiência pública, haverá um ato às 10 horas da manhã, horário que o governo pretende cercar o local com tapumes e realizar uma demolição do prédio.

 

 

Acontece na Uerj

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Uerj retransmite ao vivo novo recorde do acelerador de partículas

 

Na madrugada desta terça-feira, dia 30, foi religado o Grande Colisor de Hádrons (LHC), desenvolvido para colidir partículas no nível mais alto de energia já tentado. A máquina recria as condições presentes no momento do “Big Bang”, que teria marcado o nascimento do universo, 13,7 bilhões de anos atrás.

 

Pesquisadores do mundo todo, inclusive do Brasil, participaram da iniciativa. No Rio de Janeiro, a Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) foi o centro de transmissão do evento, em tempo real, por meio de uma videoconferência transmitida às 3h (no horário local), 8h em Genebra.

 

O grande acelerador possui 27 km de circunferência, está submerso a aproximadamente 100 metros de profundidade e demorou cerca de 20 anos para ser construído. Em seu interior, existem quatro grandes detectores (CMS, Atlas, Alice e LHCB) capazes de fornecer uma quantidade de dados até hoje inatingíveis.

 

Uma vez estabelecidas as colisões em alta velocidade, pretende-se continuar operando continuamente por até dois anos. A expectativa é de que seja detectada matéria escura, que os cientistas acreditam compor 25% do universo, mas cuja existência nunca foi comprovada. Astrônomos e físicos dizem que apenas 5% do universo são conhecidos hoje e que o restante invisível consiste de matéria escura e energia escura, que compõem respectivamente 25% e 70% do universo.

 

O chefe do Departamento de Física Nuclear da Uerj e integrante do grupo de pesquisadores que coordenam o LHC em Genebra, Alberto Santoro, está em Genebra acompanhando os trabalhos. No Brasil, o especialista responsável é o físico nuclear Luiz Mundim, também da Uerj.

 

Com informações da Ascom Uerj

  

Ronda nos Campi

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II Congresso Fluminense de Iniciação

Científica e Tecnológica

 

 

Estão abertas as inscrições de resumos para o II Congresso Fluminense de Iniciação Científica e Tecnológica, que ocorrerá de 07 a 10/06, reunindo a Uenf, o Instituto Federal Fluminense (IFF) e a Universidade Federal Fluminense (UFF). Realizado pela segunda vez de forma conjunta pelas três instituições, o Congresso vai congregar o 15º Encontro de Iniciação Científica da Uenf, o 7º Circuito de IC do IFF e a 3ª Jornada de IC da UFF.

 

Fonte: www.uenf.br

 

 

 

Rio de Janeiro

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Escolas estaduais paralisam atividades dia 31

 

                                                                               Reprodução

 

Os profissionais de educação das escolas estaduais do Rio paralisam suas atividades por 24 horas, na quarta-feira, dia 31. Também na quarta-feira, as professoras e os funcionários realizarão uma passeata da Candelária até a Alerj, com concentração marcada para as 10h. Estas atividades marcarão o lançamento da campanha salarial 2010. A categoria reivindica a recomposição das perdas salariais de mais de 60% nos últimos 10 anos, além dos seguintes itens da pauta de reivindicações: descongelamento do plano de carreira dos funcionários administrativos e incorporação integral e imediata da gratificação do programa Nova Escola – a gratificação, cujo valor máximo é de R$ 500, começou a ser incorporada ano passado e só será finalizada em 2015! Ou seja, os profissionais só terão a gratificação incorporada de forma completa daqui a dois governos. Ainda no dia 31, às 14h, os profissionais de educação realizam uma assembleia geral no auditório da ABI.

 

Acesse a nova página do Sepe Niterói - www.sepeniteroi.com.br


Chacina da Baixada: não esqueceremos!

 

Nesta quarta-feira, dia 31 de março, ativistas sociais e militantes de direitos humanos do Rio de Janeiro vão lembrar os cinco anos da Chacina da Baixa. Uma carreata sairá às 14h30, na Via Dutra, em frente à concessionária Besouro Veículos. A manifestação irá seguir pela rodovia, com paradas onde as vítimas foram mortas, passando pela Rua Gama e depois por Queimados, com encerramento na Praça da Bíblia. 

 

Chacina da Baixada

No dia 30 de março de 2005, noite de quarta-feira, policiais decapitaram duas pessoas e atiraram a cabeça de uma delas para dentro do 15º Batalhão da Polícia Militar em Duque de Caxias. As cenas foram registradas pelo sistema de segurança de uma escola ao lado do Batalhão.

 

A ação seria uma resposta ao comando da polícia pela operação “Navalha na Carne”, que colocou sob detenção mais de uma centena de policiais e levou vários outros à prisão por desvio de conduta.

 

Na noite seguinte, 31 de março, policiais iniciaram uma sequência de mortes em Nova Iguaçu e terminaram em Queimados. O resultado foi 29 mortos, sendo, oito crianças.

 

 

  

Brasil

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STJ manda soltar presos em contêineres

 

Situação é considerada um atentado aos direitos humanos. Na Uerj, trabalhadores continuam exercendo atividades nos caixotes

 

Por unanimidade, a 6ª Turma do Superior Tribunal de Justiça mandou substituir por prisão domiciliar a prisão preventiva de todos aqueles que se encontravam confinados num contêiner de metal no Centro de Detenção Provisória de Cariacica, no Espírito Santo, por entender que tal situação é não só “ilegal” mas também “ilegítima”.

 

A decisão foi tomada no julgamento de um habeas corpus impetrado por um dos presos, mas – por sugestão do ministro Nilson Naves, relator do processo – foi estendida aos demais. Os contêineres usados como cela pela Superintendência de Polícia Prisional do Espírito Santo já provocaram uma reclamação contra o governo capixaba na Comissão de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas.

 

No seu voto, o ministro Nilson Naves afirmou que, no ordenamento jurídico nacional, não se admitem “penas crueis que, abertamente se opõem a textos constitucionais e legais, sem falar nos tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos”.

 

Uerj mantém trabalhadores da manutenção em contêineres

 

Desde 2008, os trabalhadores do setor de manutenção do Hospital Universitário Pedro Ernesto (Hupe) foram deslocados de seu respectivo prédio para contêineres em condições precárias de trabalho. Um ambiente abafado e pequeno, sem iluminação adequada ou qualquer tipo de estrutura, conforto ou salubridade. Estas condições são uma verdadeira afronta aos direitos dos trabalhadores. A manutenção vem sofrendo um processo de desmonte explícito. Além da troca do local de trabalho pelos contêineres, agora, a terceirização da mão de obra ameaça o setor.


Direitos Humanos no Brasil:

46 anos após o golpe militar

 

                                                                                               Reprodução Internet

 

Chacinas, violência policial, abuso de autoridade, tortura... 46 anos após o golpe militar no Brasil, que durou cerca de 41 anos, pode-se dizer que vivemos em um país inteiramente democrático? A maioria dos militares torturadores sequer foi julgado pelas atrocidades cometidas durante o regime militar. O debate de Direitos Humanos tem ganhado novo fôlego após o lançamento do Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH 3) pelo governo federal. O projeto prevê, entre outros pontos, a criação de uma Comissão da Verdade, que seria responsável por apurar casos de tortura, sequestros, desaparecimentos e violações de direitos humanos na ditadura militar.

 

Leia mais sobre o PNDH 3 aqui

 

Leia também sobre o PNDH 3 e a ditadura militar aqui


O Globo veta anúncio em defesa

das cotas nas universidades

 

                                                                                                                            Reprodução Internet

 

O jornal O Globo vetou a publicação de um anúncio pago em defesa das cotas nas universidades brasileiras. A peça publicitária do movimento Afirme-se, produzida pela agência baiana Propeg, enfatizava que 60% dos brasileiros apóiam as políticas afirmativas e defendia a manutenção das cotas. O anúncio visava interferir nos debates da audiência pública do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o tema. Ele foi publicado em vários veículos ao custo médio de R$ 40 mil. Já o jornal da família Marinho, que antes havia orçado a publicação em R$ 54.163,20, ao saber do conteúdo da campanha elevou o preço para R$ 712.608 – um aumento de 1.300%.

 

Preço elevado em 1.300%

O movimento Afirme-se ingressou com representação no Ministério Público do Rio de Janeiro contra O Globo, exigindo a “punição do veículo e a obrigatoriedade da publicação do anúncio a preço simbólico ou gratuito”. Para o jornalista Fernando Conceição, coordenador do Afirme-se, o majoração de 1.300% “é uma coisa irracional, por isso ingressamos com uma representação por abuso de poder econômico”. Segundo o advogado João Fontoura Filha, a atitude do jornal atenta contra a liberdade de expressão e fere vários artigos da Constituição.

 

Na ação enviada ao subprocurador-geral de Justiça e Direitos Humanos, o advogado afirma que o anúncio visava “informar a sociedade a respeito da constitucionalidade das cotas – tão atacadas nos editoriais e artigos difundidos, entre outros, pelo O Globo”.

 

Por Altamiro Borges


 

Por que não queremos entender os Nardoni?

 

                                                                                                                           Reprodução Internet

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Os fogos comemoravam o quê? Sorríamos a quê? A graça da justiça?

O que mesmo tem isto tudo de alegre?

 

Há qualquer coisa de complexo no caso dos Nardoni. A começar pelo modo como todos nós o tratamos: "os Nardoni". Ou "o caso dos Nardoni". Falamos de uma família. Damos nome. É algo com alguma soberba, tem alcunha, tem história, tem pompa. E há qualquer coisa de bizarro nisso: é estiloso demais. É como "Família Soprano". Ou "os Kennedy". Ou Matarazzo. Corleone. Família tradicional, com pai de colarinho branco. Parece haver uma espécie de grandeza na pronúncia, na nomeação; algo de chique, algo de sofisticado.

 

Algo tão sofisticado, um frisson - como um novo sorvete ou peça de roupa que vira moda. Vira moda, e surge uma necessidade em discutir o caso, carregá-lo por aí, bradar aos ventos uma opinião sobre o assunto. Aqui reside parte da complexidade: sim, enchemos a boca para dizer "os Nardoni", como se falássemos dum rei ou de antigos aristocratas. Ao mesmo tempo, temos ódio: queremos que mofem para sempre na prisão. Queremos que "os Nardoni" fiquem na prisão para o resto da vida. Não, não seremos clementes. Nada importa. São monstros, monstruosos, esses Nardoni.

 

Quem escolheu os Nardoni

Quem alçou o caso - que é pura barbárie, sem dúvida - à condição de comoção nacional foi a imprensa. Lucrou milhões com Os Nardoni, especulando detalhes sórdidos, transmitindo a reconstituição do crime, passo-a-passo, tal como uma novela, diariamente, recheada de sentimento, romance, personagens exóticos - como o "perito baiano", que não era apenas um perito criminal, suspense, dúvidas... Constituiu o enredo, e nós assistimos. Como quando fomos até o cinema ver a novidade em 3D de Avatar (e ambos ganharam o Oscar que mereceram). Para que serve o jornalismo?

 

Por Ruy Marques Sposati

Fonte: Agência Brasil de Fato

 

Leia o texto na íntegra aqui

 

 

Mundo

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Sociedade civil reivindica constitucionalização do direito à alimentação

 

Organizações da sociedade civil, juntamente com cidadãos e cidadãs mexicanas estão reivindicando, aos deputados que o direito à alimentação seja elevado ao patamar constitucional. Para pressionar pela reforma na legislação do país, foi elaborada uma carta que explica a situação alimentar do México e esclarece a necessidade de mudança. A carta pode ser assinada até o próximo dia 5.

 

Leia a matéria na íntegra em Adital


Hugo Chávez amplia acesso à internet

e anuncia criação de blog

 

Alvo de críticas por um suposto projeto para limitar o acesso à internet, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, foi à televisão negar que pretende estabelecer censura no país. Segundo ele, o número de usuários de internet saltou de 273 mil para 1,5 milhão nos últimos nove anos. "A notícia que percorre o mundo de que vamos acabar com a internet é falsa, assim como a de que vamos restringir o serviço. Temos uma estratégia central que é a transferência de poder para o povo”, disse Chávez, durante seu programa Alô Presidente. O presidente afirmou ainda que serão abertos 24 novos centros de informação em todo o país. Atual mente há 668 centros no Projeto Infocentros. Chávez disse que esses centros têm capacidade para servir mais de 2 milhões de pessoas por ano.

 

O presidente da Venezuela anunciou, também, a criação de um blog que será atualizado por ele mesmo, direto do Palácio Miraflores, para combater informações falsas que correm o mundo a respeito de seu governo. A intenção é “comunicar-se com milhões; não somente com a Venezuela, mas também com o mundo". Ainda não se sabe quando a página entrará no ar e qual será o endereço. O presidente venezuelano avalia que as redes sociais da internet servem de instrumento para que a direita do país engane o público.

 

Com informações da Agência Brasil e O Globo


 

Execuções e condenações à morte continuam acontecendo em 56 países

 

Dando continuidade à luta contra a pena de morte, a Anistia internacional divulgou nesta terça-feira (30) o relatório "Condenações à morte e execuções em 2009". O documento revela a quantidade de pessoas executadas no ano passado e expressa os avanços na campanha contrária à pena de morte. Na ocasião da divulgação do relatório, a Anistia Internacional desafiou a China a desvendar a quantidade de executados por ano no país.

 

Leia a matéria na íntegra em Adital

 

  

Cultura

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Próximo Domingo é Dia de Cinema será dia 11/04

 

A próxima sessão do Domingo é Dia de Cinema será no dia 11 de abril, às 9h, no Cine Odeon, Centro do Rio. Será exibido o filme Quase dois irmãos, dirigido por Lúcia Murat. Depois haverá um debate sobre "Ditadura Militar e Choque de Ordem" com a diretora do filme, o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL/RJ), e Maurício Campos, da Rede Contra a Violência. Na ocasião também será lançado o livro Um tempo para não esquecer - 1964 a 1985, do professor Rubem Aquino.

 


Luta, Substantivo Feminino

 

As histórias de 45 mulheres mortas ou desaparecidas durante a ditadura militar estão contadas no livro “Luta, Substantivo Feminino - mulheres torturadas, desaparecidas e mortas na resistência à ditadura”, lançado quinta-feira passada, na PUC de São Paulo, na presença de mais de 500 pessoas. O livro contém ainda o testemunho de 27 sobreviventes e muitas fotos. Eram mulheres de diferentes cidades do Brasil. Algumas amamentavam. Outras, grávidas, pariram na prisão ou, com a violência sofrida, abortaram. Estudantes, professoras, jornalistas, médicas, assistentes sociais, bancárias, donas de casa. Quase todas militantes, inconformadas com a ditadura militar que em 1964 derrubou o presidente eleito. Foram presas, torturadas, violentadas. Muitas morreram ou desapareceram lutando para que hoje nós vivêssemos numa democracia.

 

Fonte: Fundação Perseu Abramo com informações do Terra.



 

 

 

 

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