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Notíci@Sintuperj
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Nº 95
(31/03/10)
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Sindicato dos
Trabalhadores das Universidades Públicas Estaduais / RJ
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Notícias do Sintuperj
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HORA DA
DECISÃO: ASDUERJ E SINTUPERJ CONVOCAM TRABALHADORES PARA
ASSEMBLEIA
CONJUNTA
Quase uma década sem
reajuste e mais de 80% de perdas acumuladas
Já são quatro anos de promessas e compromissos
não cumpridos com os trabalhadores e o governo Cabral não apresenta nenhuma
proposta ou qualquer sinalização de avanço para estabelecer o reajuste
salarial. Discurso após o outro. Promessas e cafezinho, ao invés de
salário. É essa a política que o governo Cabral tem para os servidores da
Uerj. Por isso, trabalhador, é hora de reivindicarmos mais uma vez e nos
unirmos pelo justo reajuste salarial.
JUNTOS
SOMOS FORTES
Será realizada no próximo dia 07 de abril, a
assembleia conjunta entre Sintuperj e Asduerj, no Auditório 33, às 15 horas. Na pauta, estão informes,
análise de conjuntura e Campanha Salarial unificada de 2010.
COMPAREÇA À
ASSEMBLEIA!
1º de abril:
as mentiras do senhor reitor

- A Reitoria se empenhará ativa e
solidariamente para conseguir um reajuste salarial digno
para os técnico-administrativos e docentes;
- Tirar do papel o projeto de Restaurante Universitário,
transformando-o numa realidade;
- Propor um projeto de lei que garanta
autonomia financeira e administrativa da Uerj;
- Adotar uma postura ativa e não submissa
diante do Estado, tendo, entretanto, consciência da obrigatoriedade da
prestação de contas;
- Recompor IMEDIATAMENTE o quadro de
funcionários técnico-administrativos através de concurso público do Hupe;
- Desenvolver estratégias e práticas que
possibilite a aproximação do Hupe com toda a comunidade universitária;
- Propor uma revisão do estatuto da Uerj com
ampla participação da comunidade universitária;
- Desenvolver seminários conjuntos entre
sociedade civil, governo e parlamento estadual para a autonomia da Uerj;
* Estas
promessas foram extraídas diretamente do material de campanha de 2007 do
então candidato à reitoria, Ricardo Vieiralves.
MAS... A VERDADE É...
Vieiralves é conivente com a política do
governo Cabral e NÃO contribui para avançar as negociações das
reivindicações dos trabalhadores da Uerj com o governador;
Vieiralves prometeu a inauguração do
restaurante universitário para dezembro de 2009. No entanto, as obras estão
paradas. Mais uma obra de fachada?
Vieiralves NÃO propõe projetos pela autonomia universitária,
ao contrário, ignora. Isso porque não luta pela garantia de no mínimo 6% da
Receita Tributária Líquida do Estado (RTL), conforme o artigo nº 309 da
Constituição Estadual;
Vieiralves adota uma postura política clara de
subserviência e conivência com o governo Cabral, principalmente, quando
concorda com os cortes do orçamento feitos pelo governador;
Vieiralves NÃO promoveu concursos de modo a
recompor IMEDIATAMENTE o quadro de funcionários do Hupe. Enquanto isso, faltam médicos intensivistas,
nutricionistas, anestesistas, técnicos de enfermagem, auxiliares
universitários, entre outros. A luta por concurso público sob o regime
estatutário é uma reivindicação que se estende a todas as unidades da Uerj
que também sofrem com falta de pessoal e condições dignas de trabalho para
atender a população;
Vieiralves NÃO compareceu ao ato público
realizado no auditório Ney Palmeiro do Hupe com a presença dos
parlamentares integrantes da Comissão de Educação e também se ausentou da
audiência pública realizada na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de
Janeiro (Alerj). O reitor, publicamente, durante Conselho Universitário,
apontou a presença parlamentar como estranha à universidade na questão do
Hupe e ainda acusou as entidades de violar a autonomia universitária;
Vieiralves NÃO fez e NÃO faz a discussão ampla
com toda a comunidade universitária sobre a revisão do Estatuto. Ao invés
disso, propõe uma discussão pontual sobre a questão da minuta que prevê a
possível entrada das Fundações de Direito Privado (FDP’s) no Hupe, sob o
falso argumento de regulamentação da autonomia do hospital;
Vieiralves NÃO defende a autonomia
universitária. Ao contrário, cerceia o debate e comete práticas que
demonstram o desinteresse em defender a autonomia. Inclusive, na última
sessão do Conselho Universitário impediu a continuidade do debate sobre a
minuta do Hupe e encerrou a sessão.
Magnífico reitor, quando
começará a reconstrução da Uerj?
Já que a destruição nós
vivenciamos dia a dia com o sucateamento dos serviços públicos;
terceirização; contêineres; falta de reajuste salarial etc.
Sintuperj e
Asduerj solicitam
intermediação nas negociações salariais
Na manhã do dia 23 de março, os diretores do
Sintuperj e da Asduerj encaminharam ofício ao presidente da Alerj, Jorge Picciani, solicitando intermediação nas negociações das
reivindicações dos trabalhadores da UERJ com o governador Sérgio Cabral. No
documento, as entidades ressaltam a necessidade de investimentos para que
haja qualidade na prestação de serviços públicos à população. Um ofício
requerendo negociações de reajuste salarial e demais reivindicações também
foi enviado ao secretário da Casa Civil, Régis Fichtner,
na tarde de 20 de março.
As entidade sindicais
chamam
a atenção das autoridades para as precárias condições de trabalho e a falta
de reajuste salarial dos trabalhadores, que afligem a comunidade há quase
nove anos. Essa situação de descaso e abandono pode desencadear uma
possível interrupção na prestação dos serviços públicos.
Até o momento, tanto o Sintuperj como a Asduerj
não receberam quaisquer respostas de Picciani e Fichtner. Este é apenas um passo, os seguintes vêm
apenas com mobilização e luta.
Entidades
encerram mês da mulher
com atividades de formação
Mariana
Gomes

“Não podemos achar que a violência é só
física”, afirmou a advogada Renata Reis
Na tarde de segunda-feira, dia 29 de março, o
Sintuperj e a Asduerj encerraram as homenagens ao Dia Internacional da Mulher
com palestra. Com o tema “Violência contra a mulher e aplicação da Lei
Maria da Penha”, o debate contou com a presença de estudantes,
técnico-administrativos e professores da Uerj. A plateia, que participou
ativamente com perguntas e questionamentos, foi composta em sua maioria por
mulheres, mas os homens também marcaram presença. Entre os debatedores
estiveram a advogada do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher (Cedim), Renata Reis; advogada do Conselho Municipal dos
Direitos da Mulher de Mesquita (Condim), Luciana
Martins; a professora da Faculdade de Enfermagem da Uerj, Sônia Maria
Alves; a médica Iná Meireles; a escritora Helena
Theodoro; a coordenadora do movimento pelos direitos das homoafetivas, Iony Lindgren, e a diretora
do Sintuperj, Regina de Fátima.
A advogada, Renata Reis, explicou o ciclo da
violência de gênero que, segundo ela, começa com uma tensão entre a mulher
e o parceiro, passando para uma explosão de raiva e termina com a sedução
por parte do agressor, o que seria a terceira etapa do ciclo, com o perdão
e a reconquista da mulher. Uma das questões mais importantes tocadas
durante o debate foi o alcance da Lei Maria da Penha. “As mulheres
homoafetivas também estão enquadradas na Lei”, informou Renata. A advogada
também ressaltou os tipos de violência sofridos pela mulher: “Não podemos
achar que a violência é só física, quando o homem impede a esposa de
trabalhar, a humilha diariamente, também são considerados tipos de
violência”. Ao final do debate, a militante, Maria Celsa,
contou sobre a violência que sofreu na juventude, quando chegou a ter 85%
do corpo queimado pelo ex-namorado. “Hoje, a mulher vítima de violência é
mercadoria tanto para a mídia, como para várias instituições”, desabafou
Maria.
Durante o evento foram distribuídos cartilhas
de conscientização sobre saúde da mulher, contra a homofobia e contra a
violência. Além de sorteios de livros e brindes, houve distribuição de um
perfume feito a partir das rosas distribuídas durante o ato realizado pelo
Sintuperj no dia 8 de março e um coquetel de
encerramento oferecido pelo Sintuperj e pela Asduerj.
Audiência pública em defesa do Hupe
será nesta
segunda-feira
Após muita
mobilização, finalmente, o reitor da Uerj, Ricardo Vieiralves, reconheceu
sua prática antidemocrática. Isso porque Vieiralves cerceou e evitou o
quanto pôde o debate amplo sobre a minuta que prevê a possível entrada das
Fundações de Direito Privado (FDP’s) no Hupe. Prova disso é o ofício que
foi encaminhado às unidades organizacionais na manhã desta quarta-feira,
dia 31, convidando os trabalhadores a comparecerem à audiência pública
desta segunda-feira, dia 5, às 10 horas, na
Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).
Além de discutir a minuta,
a audiência pública também debaterá a situação de sucateamento pela qual o
hospital universitário está passando. Esta é a segunda audiência realizada,
já que Vieiralves não compareceu à primeira e nem
ao ato público realizado no auditório Ney Palmeiro do Hupe. Com o ponto
liberado, os trabalhadores precisam se mobilizar e, juntos, reivindicar a
retirada da minuta que pode significar a privatização do hospital. TODOS EM DEFESA DO HUPE.
Servidores
públicos juntos na luta
Nesse sentido, também
é preciso fortalecer a luta de todos os setores do serviço público em
defesa do Instituto de Assistência dos Servidores do Estado do Rio de
Janeiro (Iaserj) que está
prestes a ser demolido. No mesmo dia da audiência pública, haverá um
ato às 10 horas da manhã, horário que o governo pretende cercar o local com
tapumes e realizar uma demolição do prédio.
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Acontece na
Uerj
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Uerj
retransmite ao vivo novo recorde do acelerador de partículas
Na madrugada desta terça-feira, dia 30, foi religado o Grande Colisor
de Hádrons (LHC), desenvolvido para colidir
partículas no nível mais alto de energia já tentado. A máquina recria as
condições presentes no momento do “Big Bang”, que
teria marcado o nascimento do universo, 13,7 bilhões de anos atrás.
Pesquisadores do mundo todo, inclusive do
Brasil, participaram da iniciativa. No Rio de Janeiro, a Uerj (Universidade
do Estado do Rio de Janeiro) foi o centro de transmissão do evento, em
tempo real, por meio de uma videoconferência transmitida às 3h (no horário
local), 8h em Genebra.
O grande acelerador possui 27 km de
circunferência, está submerso a aproximadamente 100 metros de profundidade
e demorou cerca de 20 anos para ser construído. Em seu interior, existem
quatro grandes detectores (CMS, Atlas, Alice e LHCB) capazes de fornecer
uma quantidade de dados até hoje inatingíveis.
Uma vez estabelecidas as
colisões em alta velocidade, pretende-se continuar operando continuamente
por até dois anos. A expectativa é de que seja detectada matéria
escura, que os cientistas acreditam compor 25% do universo, mas cuja
existência nunca foi comprovada. Astrônomos e físicos dizem que apenas 5%
do universo são conhecidos hoje e que o restante invisível consiste de
matéria escura e energia escura, que compõem respectivamente 25% e 70% do
universo.
O chefe do Departamento de Física Nuclear da
Uerj e integrante do grupo de pesquisadores que coordenam o LHC em Genebra,
Alberto Santoro, está em Genebra acompanhando os
trabalhos. No Brasil, o especialista responsável é o físico nuclear Luiz Mundim, também da Uerj.
Com informações da Ascom
Uerj
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Ronda nos Campi
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II Congresso
Fluminense de Iniciação
Científica e
Tecnológica
Estão abertas as inscrições de resumos para o II
Congresso Fluminense de Iniciação Científica e Tecnológica, que ocorrerá de
07 a 10/06, reunindo a Uenf, o Instituto Federal Fluminense (IFF) e a
Universidade Federal Fluminense (UFF). Realizado pela segunda vez de forma
conjunta pelas três instituições, o Congresso vai congregar o 15º Encontro
de Iniciação Científica da Uenf, o 7º Circuito de IC do IFF e a 3ª Jornada
de IC da UFF.
Fonte: www.uenf.br
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Rio de Janeiro
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Escolas estaduais
paralisam atividades dia 31
Reprodução

Os profissionais de educação das
escolas estaduais do Rio paralisam suas atividades por 24 horas, na
quarta-feira, dia 31. Também na quarta-feira, as professoras e os funcionários
realizarão uma passeata da Candelária até a Alerj, com concentração
marcada para as 10h. Estas atividades marcarão o lançamento da campanha
salarial 2010. A categoria reivindica a recomposição das perdas salariais
de mais de 60% nos últimos 10 anos, além dos seguintes itens da pauta de
reivindicações: descongelamento do plano de carreira dos funcionários
administrativos e incorporação integral e imediata da gratificação do
programa Nova Escola – a gratificação, cujo valor máximo é de R$ 500, começou
a ser incorporada ano passado e só será finalizada em 2015! Ou seja, os
profissionais só terão a gratificação incorporada de forma completa daqui
a dois governos. Ainda no dia 31, às 14h, os profissionais de educação
realizam uma assembleia geral no auditório da ABI.
Acesse
a nova página do Sepe Niterói - www.sepeniteroi.com.br
Chacina da
Baixada: não esqueceremos!
Nesta quarta-feira, dia 31 de março,
ativistas sociais e militantes de direitos humanos do Rio de Janeiro vão
lembrar os cinco anos da Chacina da Baixa. Uma carreata sairá às 14h30,
na Via Dutra, em frente à concessionária Besouro
Veículos. A manifestação irá seguir pela rodovia, com paradas onde as
vítimas foram mortas, passando pela Rua Gama e depois por Queimados, com
encerramento na Praça da Bíblia.
Chacina da Baixada
No dia 30 de março de 2005, noite de
quarta-feira, policiais decapitaram duas pessoas e atiraram a cabeça de
uma delas para dentro do 15º Batalhão da Polícia Militar em Duque de
Caxias. As cenas foram registradas pelo sistema de segurança de uma
escola ao lado do Batalhão.
A ação seria uma resposta ao comando
da polícia pela operação “Navalha na Carne”, que colocou sob detenção
mais de uma centena de policiais e levou vários outros
à prisão por desvio de conduta.
Na noite seguinte, 31 de março, policiais iniciaram uma sequência
de mortes em Nova Iguaçu e terminaram em Queimados. O resultado foi 29
mortos, sendo, oito crianças.
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Brasil
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STJ manda soltar
presos em contêineres
Situação é
considerada um atentado aos direitos humanos. Na Uerj, trabalhadores
continuam exercendo atividades nos caixotes
Por unanimidade, a 6ª Turma do Superior
Tribunal de Justiça mandou substituir por prisão domiciliar a prisão
preventiva de todos aqueles que se encontravam confinados num contêiner de
metal no Centro de Detenção Provisória de Cariacica,
no Espírito Santo, por entender que tal situação é não só “ilegal” mas
também “ilegítima”.
A decisão foi tomada no julgamento de um habeas corpus impetrado por um dos presos,
mas – por sugestão do ministro Nilson Naves, relator do processo – foi
estendida aos demais. Os contêineres usados como cela pela Superintendência
de Polícia Prisional do Espírito Santo já provocaram uma reclamação contra
o governo capixaba na Comissão de Direitos Humanos da Organização das
Nações Unidas.
No seu voto, o ministro Nilson Naves afirmou
que, no ordenamento jurídico nacional, não se admitem “penas crueis que,
abertamente se opõem a textos constitucionais e legais, sem falar nos
tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos”.
Uerj
mantém trabalhadores da manutenção em contêineres
Desde 2008, os trabalhadores do setor de
manutenção do Hospital Universitário Pedro Ernesto (Hupe) foram deslocados
de seu respectivo prédio para contêineres em condições precárias de
trabalho. Um ambiente abafado e pequeno, sem iluminação adequada ou
qualquer tipo de estrutura, conforto ou salubridade. Estas condições são
uma verdadeira afronta aos direitos dos trabalhadores. A manutenção vem
sofrendo um processo de desmonte explícito. Além da troca do local de
trabalho pelos contêineres, agora, a terceirização da mão de obra ameaça o
setor.
Direitos
Humanos no Brasil:
46 anos após
o golpe militar
Reprodução Internet

Chacinas, violência policial, abuso de
autoridade, tortura... 46 anos após o golpe militar no Brasil, que durou
cerca de 41 anos, pode-se dizer que vivemos em um
país inteiramente democrático? A maioria dos militares
torturadores sequer foi julgado pelas atrocidades cometidas durante
o regime militar. O debate de Direitos Humanos tem ganhado novo fôlego após
o lançamento do Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH 3)
pelo governo federal. O projeto prevê, entre outros pontos, a criação de
uma Comissão da Verdade, que seria responsável por apurar casos de tortura,
sequestros, desaparecimentos e violações de
direitos humanos na ditadura militar.
Leia
mais sobre o PNDH 3 aqui
Leia
também sobre o PNDH 3 e a ditadura militar aqui
O Globo veta
anúncio em defesa
das cotas nas universidades
Reprodução Internet

O jornal O Globo vetou a publicação de um anúncio
pago em defesa das cotas nas universidades brasileiras. A peça publicitária
do movimento Afirme-se, produzida pela agência baiana Propeg,
enfatizava que 60% dos brasileiros apóiam as políticas afirmativas e
defendia a manutenção das cotas. O anúncio visava interferir nos debates da
audiência pública do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o tema. Ele foi
publicado em vários veículos ao custo médio de R$ 40 mil. Já o jornal da
família Marinho, que antes havia orçado a publicação em R$ 54.163,20, ao saber
do conteúdo da campanha elevou o preço para R$ 712.608 – um aumento de
1.300%.
Preço elevado em 1.300%
O movimento Afirme-se ingressou com
representação no Ministério Público do Rio de Janeiro contra O Globo,
exigindo a “punição do veículo e a obrigatoriedade da publicação do anúncio
a preço simbólico ou gratuito”. Para o jornalista Fernando Conceição,
coordenador do Afirme-se, o majoração de 1.300% “é
uma coisa irracional, por isso ingressamos com uma representação por abuso
de poder econômico”. Segundo o advogado João Fontoura Filha, a atitude do
jornal atenta contra a liberdade de expressão e fere vários artigos da
Constituição.
Na ação enviada ao subprocurador-geral de
Justiça e Direitos Humanos, o advogado afirma que o anúncio visava “informar
a sociedade a respeito da constitucionalidade das cotas – tão atacadas nos
editoriais e artigos difundidos, entre outros, pelo O Globo”.
Por
Altamiro Borges
Por que não
queremos entender os Nardoni?
Reprodução Internet

Os fogos comemoravam
o quê? Sorríamos a quê? A graça da justiça?
O que mesmo tem isto
tudo de alegre?
Há qualquer coisa de
complexo no caso dos Nardoni. A começar pelo modo como todos nós o
tratamos: "os Nardoni". Ou "o caso dos Nardoni".
Falamos de uma família. Damos nome. É algo com alguma soberba, tem alcunha,
tem história, tem pompa. E há qualquer coisa de bizarro nisso: é estiloso demais. É como "Família Soprano". Ou
"os Kennedy". Ou Matarazzo. Corleone.
Família tradicional, com pai de colarinho branco. Parece haver uma espécie
de grandeza na pronúncia, na nomeação; algo de chique, algo de sofisticado.
Algo tão
sofisticado, um frisson - como um novo sorvete ou peça de roupa que vira
moda. Vira moda, e surge uma necessidade em discutir o caso, carregá-lo por
aí, bradar aos ventos uma opinião sobre o assunto. Aqui reside parte da
complexidade: sim, enchemos a boca para dizer "os Nardoni", como
se falássemos dum rei ou de antigos aristocratas. Ao mesmo tempo, temos
ódio: queremos que mofem para sempre na prisão. Queremos que "os
Nardoni" fiquem na prisão para o resto da vida. Não, não seremos
clementes. Nada importa. São monstros, monstruosos, esses Nardoni.
Quem escolheu os Nardoni
Quem alçou o caso -
que é pura barbárie, sem dúvida - à condição de comoção nacional foi a imprensa. Lucrou milhões com Os Nardoni, especulando
detalhes sórdidos, transmitindo a reconstituição do crime, passo-a-passo, tal como uma novela, diariamente,
recheada de sentimento, romance, personagens exóticos - como o "perito
baiano", que não era apenas um perito criminal, suspense, dúvidas...
Constituiu o enredo, e nós assistimos. Como quando fomos até o cinema ver a
novidade em 3D de Avatar (e ambos ganharam o
Oscar que mereceram). Para que serve o jornalismo?
Por Ruy Marques Sposati
Fonte: Agência Brasil de Fato
Leia
o texto na íntegra aqui
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Mundo
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Sociedade civil
reivindica constitucionalização do direito à alimentação
Organizações da sociedade civil,
juntamente com cidadãos e cidadãs mexicanas estão reivindicando, aos
deputados que o direito à alimentação seja elevado ao patamar
constitucional. Para pressionar pela reforma na legislação do país, foi
elaborada uma carta que explica a situação alimentar do México e esclarece
a necessidade de mudança. A carta pode ser assinada até o próximo dia 5.
Leia
a matéria na íntegra em Adital
Hugo Chávez
amplia acesso à internet
e anuncia criação de blog
Alvo de críticas por um suposto projeto para
limitar o acesso à internet, o presidente da
Venezuela, Hugo Chávez, foi à televisão negar que pretende estabelecer
censura no país. Segundo ele, o número de usuários de internet
saltou de 273 mil para 1,5 milhão nos últimos nove anos. "A notícia
que percorre o mundo de que vamos acabar com a internet
é falsa, assim como a de que vamos restringir o serviço.
Temos uma estratégia central que é a transferência de poder para o povo”,
disse Chávez, durante seu programa Alô Presidente. O presidente afirmou
ainda que serão abertos 24 novos centros de informação em todo o país. Atual
mente há 668 centros no Projeto Infocentros.
Chávez disse que esses centros têm capacidade para servir mais de 2 milhões de pessoas por ano.
O presidente da Venezuela anunciou, também, a
criação de um blog que será atualizado por ele
mesmo, direto do Palácio Miraflores, para
combater informações falsas que correm o mundo a respeito de seu governo. A
intenção é “comunicar-se com milhões; não somente com a Venezuela, mas
também com o mundo". Ainda não se sabe quando a página entrará no ar e
qual será o endereço. O presidente venezuelano avalia que as redes sociais
da internet servem de instrumento para que a direita do país engane o público.
Com informações da
Agência Brasil e O Globo
Execuções e condenações à morte
continuam acontecendo em 56 países
Dando continuidade à
luta contra a pena de morte, a Anistia internacional divulgou nesta
terça-feira (30) o relatório "Condenações à morte e execuções em
2009". O documento revela a quantidade de pessoas executadas no ano
passado e expressa os avanços na campanha contrária à pena de morte. Na
ocasião da divulgação do relatório, a Anistia Internacional desafiou a
China a desvendar a quantidade de executados por ano no país.
Leia
a matéria na íntegra em Adital
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Cultura
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Próximo
Domingo é Dia de Cinema será dia 11/04
A próxima sessão do
Domingo é Dia de Cinema será no dia 11 de abril, às 9h, no Cine Odeon, Centro do Rio. Será exibido o filme Quase dois irmãos,
dirigido por Lúcia Murat. Depois haverá um debate
sobre "Ditadura Militar e Choque de Ordem" com a diretora do
filme, o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL/RJ),
e Maurício Campos, da Rede Contra a Violência. Na ocasião também será
lançado o livro Um tempo para não esquecer - 1964 a 1985, do professor
Rubem Aquino.
Luta,
Substantivo Feminino
As histórias de 45 mulheres mortas ou
desaparecidas durante a ditadura militar estão contadas no livro “Luta,
Substantivo Feminino - mulheres torturadas, desaparecidas e mortas na
resistência à ditadura”, lançado quinta-feira passada, na PUC de São Paulo,
na presença de mais de 500 pessoas. O livro contém ainda o testemunho de 27
sobreviventes e muitas fotos. Eram mulheres de diferentes cidades do
Brasil. Algumas amamentavam. Outras, grávidas, pariram na prisão ou, com a
violência sofrida, abortaram. Estudantes, professoras, jornalistas,
médicas, assistentes sociais, bancárias, donas de casa. Quase todas
militantes, inconformadas com a ditadura militar que em 1964 derrubou o
presidente eleito. Foram presas, torturadas, violentadas. Muitas morreram
ou desapareceram lutando para que hoje nós vivêssemos numa democracia.
Fonte:
Fundação Perseu Abramo com informações do Terra.


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.CONTATOS.
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Universidades Públicas Estaduais - RJ:
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Notíci@Sintuperj
Publicação do
Sindicato dos Trabalhadores
das Universidades Públicas Estaduais -
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Coord. Comunicação Sindical:
Rosalina
Barros e Denize
Santa Rita
Cons. Editorial: Alberto Dias Mendes,
Denize Santa Rita, Fátima Diniz, José Arnaldo Gama da Silva, Jorge Luís
Mattos de Lemos (Gaúcho), Rosalina Barros, Sandro Hilário e Tânia Niskier
Jornalista Resp.: Silvana Sá (MTE. 30.039 -RJ)
Jornalistas: Camila Marins (MTB.
47.474 – SP) e Silvana Sá (MTE. 30.039 -RJ)
Estagiária: Mariana Gomes
Programação Visual: Arthur William
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