
Integrantes do Fosperj, Fórum dos Servidores Públicos Estaduais do Rio de Janeiro, e do Movimento Recomposição Salarial, Já!, se reuniram na última quinta-feira, 12/02, com a nova diretoria do Rioprevidência, na sede do órgão, no Centro do Rio. Os representantes dos movimentos de trabalhadores do funcionalismo público estadual foram recebidos pelo presidente interino do órgão, Nicholas Ribeiro da Costa Cardoso. O Sintuperj compõe e constrói ativamente o Fosperj, com a participação ativa do coordenador social, cultural e de desportos Sérgio Dutra, que representa a entidade representativa de servidores da Uerj e da Uenf no coletivo. Sérgio também esteve presente na reunião.
Confira como foi a reunião, com informações do Site do Fosperj:
Representantes do FOSPERJ e do Movimento Recomposição Salarial, Já! estiveram nesta quinta-feira (12/02) na sede do Rioprevidência para uma reunião com a nova diretoria da autarquia. O encontro teve como objetivo compreender o cenário atual da gestão e reafirmar as cobranças históricas do funcionalismo estadual. A reunião foi conduzida pelo presidente interino do Rioprevidência, Nicholas Ribeiro da Costa Cardoso, que assumiu o comando do fundo após a saída de Deivis Antunes. As entidades reforçaram a preocupação com os riscos e as possíveis consequências das transações financeiras realizadas com o Banco Master, destacando que qualquer instabilidade pode impactar diretamente a segurança, a sustentabilidade e o equilíbrio das contas previdenciárias.
Propostas para fortalecer governança e controle do fundo
Durante a reunião, as entidades defenderam mudanças na lei que criou o Rioprevidência, com foco na ampliação da governança, do controle e da segurança institucional. Entre os principais pontos apresentados está a criação de um sistema permanente de controle com participação da CGE, do TCE e do Ministério Público, garantindo fiscalização efetiva e acompanhamento rigoroso das decisões financeiras do fundo. Também foi proposta a instituição de mandato de dois anos para a diretoria.
As entidades ainda defenderam o fortalecimento do Conselho Fiscal, com maior participação da bancada de servidores e poder de veto a aplicações financeiras de risco médio e alto, além da criação de uma Mesa Participativa das Entidades Representativas dos Servidores, com caráter permanente, para assegurar diálogo contínuo na construção de soluções que promovam a valorização dos servidores, especialmente aposentados e pensionistas. No campo financeiro, foram cobradas transparência na recuperação dos recursos aplicados no Banco Master via consignado Credicesta, restituição dos Royalties e Participações de Petróleo não aportados ao fundo, realização de auditoria externa para apurar a real situação atuarial do RPPS e do RJPREV antes e depois do escândalo, bem como a responsabilização dos gestores que autorizaram os aportes, inclusive com bloqueio de bens.As entidades também destacaram que o novo cenário fiscal do Estado, fruto de medidas já implementadas para reorganização das contas públicas, cria condições para enfrentar tanto a questão previdenciária quanto a recomposição salarial, atualmente estimada em 22,91%, reforçando que responsabilidade fiscal não pode servir de justificativa para manter a defasagem histórica dos servidores estaduais.



