
Os servidores públicos estaduais do Rio de Janeiro realizaram um grande ato em defesa da recomposição salarial na manhã desta quarta-feira, 18/03. A mobilização, promovida pelo Fórum dos Servidores Públicos Estaduais do Rio de Janeiro, Fosperj, concentrou cerca de dois mil trabalhadores de diversas categorias do funcionalismo no Largo do Machado, zona Sul da capital. Após uma série de intervenções no carro de som, os servidores marcharam rumo ao Palácio Guanabara, sede do governo estadual.

O Sintuperj, entidade que compõe ativamente o Fosperj, fortaleceu o ato com sua Diretoria Executiva. Estiveram presentes as coordenadoras gerais Cassia Gonçalves e Regina Souza, o coordenador de Formação e Comunicação Sindical Carlos Alberto Silveira, a coordenadora de Finanças Neuza Maria Conceição, o coordenador Social, Cultural e de Desportos Sérgio Dutra, a coordenadora de Saúde e Segurança do Trabalhador Simone Damasceno, os delegados sindicais Sintuperj/Hupe Jorge Luis Mattos de Lemos (Gaúcho) e Cintia Alves, o delegado sindical Sintuperj/Uenf Cristiano Maciel e os conselheiros fiscais Ednalda Ferreira e Vicente Azevedo.

Dentre as reivindicações, a principal é o cumprimento do acordo firmado pelo Governo do Estado no ano de 2021, quando o Executivo estadual anunciou recomposição salarial com as perdas inflacionárias dos anos de 2022, 2023 e 2024, mais reajuste de 13,05% em duas parcelas para recuperar a desvalorização monetária ocorrida desde o ano de 2017. A gestão do governador Claudio Castro só efetivou parte do acordo, concedendo a recomposição das perdas inflacionárias do ano de 2022 e reajuste de 6,52% referente à primeira parcela da recuperação da desvalorização monetária. As demais parcelas do acordo se tornaram um calote por parte do governo estadual.

Além da marcha, o ato contou com algumas intervenções performáticas, como uma esquete teatral que demonstrava o sofrimento dos servidores públicos pela precarização e desvalorização; um “funeral simbólico” de Claudio Castro, com um caixão simbólico sendo conduzido por servidores durante o cortejo. E a “malhação de Judas”, representando todas as promessas feitas e não cumpridas pelo governador.




