
Em um auditório lotado, os servidores técnico-administrativos da Uerj realizaram assembleia no último dia 24 de março. O principal ponto de debate foi decidir se a sessão deveria colocar em pauta o indicativo de greve.
Servidores contrários a discutir o indicativo de greve, entre eles os que integram a Diretoria Executiva do Sintuperj, defendem que o momento político não propicia a realização de uma greve já que o Estado do Rio de Janeiro se encontra sem Governador. Dessa forma, um movimento grevista dos trabalhadores não teria um alvo definido. Nesse sentido, a Diretoria do Sintuperj defendeu a manutenção do estado de Greve a fim de acompanhar o desenrolar do cenário político com a definição do próximo mandatário estadual.

Coordenadora geral do sindicato, Cassia Gonçalves reiterou que a posição de momento da Diretoria do Sintuperj é contrária à discussão do indicativo de greve, e ressaltou que, de acordo com o artigo 25 do Estatuto do sindicato, as assembleias extraordinárias só podem ser convocadas pela Diretoria Executiva ou por abaixo assinado que contenha, no mínimo, 10% de sindicalizados juntamente com a exposição dos motivos.

Reiterando o posicionamento do Sintuperj contrário ao indicativo de greve, o delegado sindical Sintuperj/Hupe Jorge Luís Mattos (Gaúcho) afirmou que a categoria não deve entrar em greve para satisfazer aos interesses da oposição à Diretoria do sindicato, e que o Sintuperj não pode agir de forma irresponsável com seus sindicalizados de entrar em uma greve sem governador definido, dando um “tiro no escuro”, podendo acertar o “próprio pé”. Além disso, alegou que o Hospital Pedro Ernesto não tem condições de entrar em greve porque tem quase 50% de contratados, o que tornaria a greve sem visibilidade, uma aventura.

A coordenadora geral do sindicato Regina de Souza lembrou que intenção da Diretoria do Sintuperj era aguardar a plenária dos docentes para decidir pela discussão ou não de indicativo de greve, mas que servidores que compõem a oposição à Diretoria do Sintuperj optaram por recorrer a um abaixo assinado, como prevê o estatuto do sindicato, para convocar uma assembleia com indicativo de greve. Dessa forma, a Diretoria do Sintuperj também passou a recorrer ao Estatuto para o debate político.
Por sua vez, servidores favoráveis ao indicativo de greve defenderam pautar o indicativo de greve em virtude do não pagamento das recomposições, dos auxílios Saúde e Educação, além da estagnação da proposta de reformulação do plano de carreira dos técnicos e do fato de os docentes da Uerj terem aprovado greve a partir do dia 25 de março.
Ao final da Assembleia, não houve acordo entre a Diretoria do Sintuperj e o grupo que vinha providenciando o abaixo assinado desde a assembleia anterior (26/02), conforme determina o Estatuto, não aceitando seguir o regramento estatutário e a continuação ordeira da sessão. Dessa forma, a Assembleia foi encerrada.
No final da tarde foi entregue um abaixo assinado na sede do sindicato que foi verificado se cumpre o disposto no Estatuto.



