
Servidores e estudantes da Uerj realizaram um ato público cobrando um novo campus para a unidade da Uerj na Zona Oeste, em Campo Grande. A manifestação ocorreu em frente ao prédio pleiteado pelos manifestantes como nova sede. Atualmente, este polo da Uerj funciona de forma improvisada em um Centros Integrados de Educação Pública (CIEP), e acumula inúmeros problemas estruturais que prejudicam tanto o trabalho e as aulas quanto a expansão da unidade.

A unidade da Uerj – Zona Oeste começou sua atividade em 2022, quando a instituição de ensino superior que funcionava no local, o Centro Universitário da Zona Oeste (Uezo), foi incorporada pela Uerj (Lei 9602/2022). De acordo com a coordenadora de Política Social, Antirracismo e Contra a Homofobia do Sintuperj, Mônica Santos, após a incorporação do antigo centro universitário, a Uerj adquiriu o prédio da Rua Engenheiro Trindade, 229, próximo à estação de trem de Campo Grande, para servir de novo campus. Afirmou ainda que havia previsão de começar as obras em agosto de 2025 e de realocação da unidade para o novo endereço na metade deste ano. No entanto, o espaço continua sem qualquer sinal de início de obras. Contando apenas com um vigilante em seu interior.

Sobre as questões estruturais da unidade, Mônica afirmou que após a chagada da Uerj na Zona Oeste o número de vagas para estudantes foi ampliado sem os devidos investimentos. Com isso, o espaço não comporta as necessidades da instituição, que funciona em espaços pequenos. Além disso, segundo a coordenadora, o telhado da unidade foi colapsado por chuvas, causando alagamentos em salas e laboratórios e perda de equipamentos. O fato fez com que os servidores cogitassem não iniciar as aulas do primeiro semestre deste ano. Diante das cobranças, a universidade fez obras emergenciais.





