
Após a terceira reunião da comitiva de servidores e estudantes da Uerj com o governador do Estado em exercício, Ricardo Couto, os manifestantes que promoviam um ato-vigília ouviram que o encontro foi classificado como positivo. Uma das razões foi a conquista da majoração do auxílio alimentação dos atuais R$ 600,00, para R$ 1.500,00 já no mês de maio, a ser pago em junho, além do pagamento da primeira parcela do 13º salário no próximo dia 30 de maio. Nova reunião na última semana de maio.
Sobre a recomposição não paga pelo governador anterior, Ricardo Couto afirmou `a comitiva que há um estudo para saber quando serão pagas, e que serão duas parcelas, referindo o percentual de 11,56%. Com possibilidade de a primeira ser em agosto e a segunda em novembro, para ser paga em dezembro. Podendo ser antecipado, a depender dos estudos das próximas semanas. Além disso, o mandatário também determinou um estudo sobre a viabilidade de pagar o IPCA de 2025.
Os servidores também ressaltaram a importância da retomada do pagamento dos auxílios Saúde e Educação para reter servidores qualificados, bem como a sua extensão aos aposentados tendo em vista a quebra de paridade com os ativos em muitos direitos. O governador se comprometeu a estudar a questão e coloca-la em pauta na próxima reunião, que deverá ocorrer na última semana de maio. Nesse ínterim, ainda de acordo com a comitiva, a Secretaria de Planejamento (Seplag), manterá diálogo com os trabalhadores a fim de tratar sobre a paridade com os aposentados.

A coordenadora geral do Sintuperj Cassia Gonçalves afirmou que foi levado ao governador a proposta aprovada pelo Comando de Greve de majoração do auxílio alimentação para R$ 2.400,00. Segunco ela, o governador entrou em contato, ainda durante a reunião, com a Secretaria de Fazenda a solicitou um estudo a fim de verificar a viabilidade do pleito para até novembro deste ano.
Cassia também afirmou que acerca dos valores devidos aos servidores do Poder Executivo que não receberam as recomposições na época correta (primeiro bimestre de 2023 e primeiro bimestre de 2024), Sintuperj e Asduerj estudam uma ação judicial conjunta a fim de provocar o Judiciário no sentido do cumprimento da Lei que prevê as recomposições nas datas mencionadas.
A coordenadora reiterou junto ao governador o pedido de encaminhamento das propostas de reformulação dos planos de carreiras dos técnicos da Uerj e dos servidores da Uenf, que também são representados pelo Sintuperj. E que se encontram na Casa Civil há 5 anos. Cassia acrescentou, sobre a questão, a necessidade de os docentes da Uerj abraçarem a reformulação do plano de carreira dos técnicos, assim como os técnicos abraçaram a proposta da dedicação exclusiva dos docentes, tendo em vista que toda a universidade ganha quando seus trabalhadores são valorizados. De acordo com ela, deve haver um clamor único dentro da universidade em defesa da reformulação do plano de carreira dos técnicos, que pode inclusive vir acompanhada de demandas docentes, consubstanciando assim uma greve de fato unificada.
Outro encaminhamento feito pelo governador foi um apontamento no sentido de garantir uma nova e definitiva sede para a Uerj Zona Oeste. Será enviado para Casa Civil um projeto que preveja a concessão de R$ 17 milhões necessários à instalação do campus.
Os integrantes da comitiva reiteraram que todos os avanços e conquistas são fruto das mobilizações da comunidade universitária. E que o momento é de intensificar a luta e a participação de trabalhadores e estudantes nos atos de rua a fim de mostrar a força da universidade e angariar mais conquistas.

A coordenadora da Saúde e Segurança do Trabalhador do Sintuperj, Simone Damasceno, a coordenadora geral Regina Souza e o coordenador de Formação e Comunicação Sindical, Carlos Alberto Silveira estiveram presentes durante a vigília.



