
Os servidores técnico-administrativos da Uerj realizaram um ato público em frente ao Hospital Universitário Pedro Ernesto, na manhã desta terça-feira (12/05). A mobilização, parte integrante das atividades da greve da categoria, visava levar `a população as razões que levaram os trabalhadores da universidade a deflagrar greve que se iniciou no dia 09 de abril.
Entre os fatores mencionados, está a falta de incentivos na carreira técnico-administrativa, que recebe ínfimos valores para buscar especializações. Com isso, muitos servidores concursados ingressam na universidade e logo se desligam em busca de mais valorização. Comprometendo, dessa forma, a qualidade e a continuidade da prestação do serviço público. Ou seja, a greve é para conseguir trabalhar na Uerj e atender a população que depende dos serviços prestados pela universidade.

O local da manifestação foi simbólico. Além de ser o Dia Internacional da Enfermagem, que foi tão fundamental durante a pandemia de Covid-19 sem o devido reconhecimento, os trabalhadores ressaltaram que a mobilização representava os servidores do hospital que não poderiam estar presentes ao ato pela dificuldade de deixarem seus postos, mas que padecem da mesma desvalorização com relação ao serviço público, e `a Saúde pública em especial, que não foi prioridade para os últimos governos.
Nesse sentido, foram ressaltadas a grande quantidade de demandas dos trabalhadores represadas e a necessidade de a população cobrar do Governo como condições mínimas de estrutura.

Os servidores também chamaram a atenção para a precária situação enfrentada pelos trabalhadores terceirizados da universidade que, constantemente, ficam meses sem receber salários e são demitidos sem receber todos os direitos trabalhistas.
Uma das metas apontadas pelos servidores, que impacta positivamente inclusive aos servidores aposentados, foi a reformulação do plano de carreira da categoria.




