
A Assembleia dos técnico-administrativos da Uerj desta terça-feira (13/05) reafirmou que a conquista da majoração do auxílio alimentação e os avanços nas negociações das demandas dos trabalhadores são oriundos das reuniões com o governador do Estado em exercício, Ricardo Couto, que vinham sendo acordadas com as entidades representativas, e a greve dos servidores da Uerj. Nesse sentido, destacaram que o momento é de a categoria intensificar a mobilização e participar massivamente dos atos públicos que integram as atividades de greve em busca de garantir mais conquistas.

Os trabalhadores defenderam a luta por outras pautas do movimento grevista, como a reformulação do plano de carreira dos técnicos e o retorno do pagamento dos triênios, suprimidos a partir de 2022 pela Lei 9436/2021.

Ainda sobre triênios, o advogado do Sintuperj Jorge Braga foi questionado acerca da possibilidade da ação judicial para a efetivação dos triênios não pagos nos anos de 2020 e 2021, no contexto da pandemia de Covid-19. Braga afirmou existir viabilidade jurídica para ingressar com ação. Aconselhou inclusive o uso de cálculos do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) sobre o acumulado de perdas até hoje.

Sobre a questão envolvendo os triênios não pagos, a coordenadora geral do Sintuperj Cassia Gonçalves afirmou que o sindicato tem cobrado a Reitoria e a Superintendência de Gestão de Pessoas (SGP) no intuito de atualizar os triênios. Contudo, segundo ela, a Administração Central da universidade alega que o Governo não autorizava. A coordenadora garantiu que levará o tema ao conhecimento do atual governador em exercício.
Os trabalhadores afirmaram ainda que apesar de o auxílio alimentação ter sido majorado de R$ 600,00 para R$ 1.500,00, a Reitoria da universidade deve se comprometer em manter o pagamento do vale refeição de R$ 500,00, uma vez que a majoração não supre todas as demandas dos servidores. Nem mesmo cobre a reivindicação do comando de greve de majorar o auxílio alimentação para R$ 2.400,00. Pauta já apresentada ao governador na última reunião de negociação, que o mandatário ficou de analisar a viabilidade.
Durante a sessão, a Assembleia aprovou uma ida à Reitoria para cobrar o compromisso da Administração Central de manter o vale refeição, ao final da Assembleia.
Além da intensificação da luta, os servidores chamaram a atenção para a necessidade de integrar mais os trabalhadores dos campi externos `a luta, seja conclamando os servidores destas unidades ou se fazendo mais presentes nas mobilizações nesses locais.
Da mesma forma, defenderam maior diálogo com a população a fim de explicar `a comunidade externa as razões que levaram `a greve, bem como angariar o seu apoio. Uma vez que a própria comunidade externa é prejudicada pela desvalorização e precarização do serviço público.
Por fim, os trabalhadores reafirmaram a importância política da Uerj diante do protagonismo na luta pelas recomposições, que beneficiarão a todos os servidores do poder Executivo que tiveram esse direito suprimido.
Deliberações da Assembleia de 12 de maio de 2026:
Ida à Reitoria

Após a Assembleia, os servidores técnico-administrativos, em conjunto com docentes que também realizavam Assembleia, foram à Reitoria cobrar o compromisso da Administração Central em manter o vale refeição (VR). Os trabalhadores foram recebidos pelo vice-reitor, Bruno Deusdará.

Ao vice-reitor, a coordenadora geral do Sintuperj Cassia Gonçalves elencou uma série de reivindicações e/ou esclarecimentos. Além do VR, o pagamento dos triênios atrasados de 2020 e 2021; as progressões de 2026 já adquiridas legalmente, mas que ainda não foram pagas; e instrumentos para que o auxílio saúde seja estendido aos servidores aposentados.

Deusdará afirmou que desde o início do ano a Administração da universidade tem trabalhado junto à Casa Civil no sentido de obter recomposição dos trabalhadores em 25% emergenciais. O que foi analisado por Casa Civil e Subsecretaria de Gestão de Pessoas (Subgep). E que esse trabalho, que incluiu a elaboração e apresentação de cálculos ao Governo, contribuiu nos avanços das reuniões entre trabalhadores, estudantes, Reitoria e governador, uma vez que a equipe de trabalho do mandatário já tinha acesso a essas informações. Além de negociações para a majoração do auxílio alimentação em R$ 900,00 como uma forma de compensar, no contracheque, a supressão do auxílio saúde que tinha o mesmo valor e era pago fora do contracheque.
Afirmou ainda, acerca do VR, que o benefício está garantido na folha salarial de maio que será paga em junho. Contudo, explicou que não há como garantir a sua continuidade nos próximos meses porque o orçamento do Estado é único, e não houve, até o presente momento, aportes orçamentários que garantam a manutenção do VR. Acrescentando ainda que a majoração do auxílio alimentação é em virtude de uma reorganização do orçamento já aprovado na Lei Orçamentária Anual de 2026.
Ainda sobre o orçamento da universidade deste ano, afirmou que neste momento a previsão é de que o orçamento da Uerj se esgote em julho. O que faz a Administração da universidade buscar suplementações junto ao Governo.



