
Os servidores das universidades públicas em greve no Estado do Rio de Janeiro promoveram um grande ato público cobrando valorização, na tarde desta quarta-feira (13/05). Os trabalhadores se concentraram no Largo de São Francisco, em frente ao Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da UFRJ.

Além de servidores das universidades federais UFRJ, Unirio e UFRRJ, trabalhadores da Uerj também estiveram presentes à manifestação. Entre eles, as coordenadoras gerais do Sintuperj Cassia Gonçalves e Regina Souza.

O ato público levou à população as razões para a decretação de greve. Entre elas o descumprimento de acordo de greve entre o Governo federal e os servidores das universidades federais; o não pagamento das recomposições salariais dos servidores do poder Executivo fluminense pelo ex-governador Cláudio Castro, além de outras reivindicações em negociação com o atual governador em exercício, Ricardo Couto.
Os trabalhadores também denunciaram o processo de precarização do serviço público, sobretudo em âmbito federal, como o início do fechamento do Hospital Universitário Gaffrée e Guinle, da UniRio – referência em tratamentos de HIV e câncer, além ampla gama especialidades – cujos servidores têm sido redistribuídos.
A manifestação realizou uma caminhada pelas ruas do centro até o buraco do lume, palco histórico de manifestações políticas e tem sido alvo de projetos de especulação imobiliária da Prefeitura. Durante a passeata, os trabalhadores reiteram as razões da mobilização e acrescentaram o apoio ao projeto em tramitação na Câmara dos deputados que prevê o fim da escala de trabalho 6×1, ressaltando que este modelo dá ao trabalhador somente um dia da semana de descanso e para resolver todas as demais questões de sua vida.




