
A unidade da Uerj da Zona Oeste recebeu na manhã desta quinta-feira (30/04), parlamentares, servidores e estudantes da universidade e representantes da sociedade civil para o debate público sobre o impasse em torno da transferência do polo universitário para o prédio Moacyr Bastos, cujas obras ainda não foram iniciadas. Este espaço foi adquirido pela universidade após a incorporação, em 2022, do antigo Centro Universitário da Zona Oeste (Uezo) pela Uerj transformando-o em um campi da Uerj na Zona Oeste.
A necessidade de um campus próprio é anterior à própria incorporação, já que a antiga instituição já funcionava precariamente em um Ciep e pleiteava um campus próprio e maior. Demanda que tornou-se ainda mais necessária com o aumento do número de vagas e a necessidade de expansão do agora campi da Uerj na Zona Oeste.
Durante o debate público, de iniciativa da Sociedade Civil da Zona Oeste, ficou evidenciada a urgente finalização dos reparos no prédio localizado próximo à estação de trem de Campos Grande a fim de que a unidade de ensino tenha à disposição a estrutura necessária ao pleno desenvolvimento das atividades laborais e de ensino e aprendizagem, sem intercorrências como alagamentos e infiltrações e consequentes prejuízos materiais. O debate encaminhou para a construção de uma Audiência Pública para aprofundar o tema e apontar soluções.
Luta antiga

Desde a fundação da antiga Uezo, em 2009, a comunidade da Zona Oeste promoveu inúmeras lutas no sentido de promover o reconhecimento da importância social não apenas da instituição que, mesmo após se tornar polo da Uerj, continua sendo a única instituição de ensino superior pública da Zona Oeste, como do próprio bairro de Campo Grande, o mais populoso do Brasil.
Entre essas lutas, estiveram a busca pela valorização dos servidores da antiga Uezo, que não contavam um plano de carreira. E, por essa razão, eram privados de direitos como progressão. Lutas que tiveram o Sintuperj como um agente central, e que culminou na incorporação da instituição pela Uerj. Com isso, parte dos problemas, sobretudo os que envolviam a carreira dos servidores, foi resolvida. Mas outros problemas como as condições de trabalho ficaram inalteradas e, em alguns casos, até piorou devido à elevação das cadeiras oferecidas no Vestibular. Dessa forma, um campus próprio tornou-se reivindicação ainda mais fundamental.
No debate público desta quinta, estiveram presentes a coordenadora geral do sintuperj Regina Souza, que fez um resgate histórico das lutas da comunidade da Zona Oeste e do próprio Sintuperj, garantindo que o sindicato permanecerá firme nas diversas frentes de mobilização; e o coordenador de Administração e Finanças, Vítor Monteiro. Entre os parlamentares, participaram os deputados estaduais Flávio Serafini e Dani Balbi, e o vereador William Siri.





