
O Auditório 71 da Uerj recebeu Audiência Pública “Universidade, Reindustrialização e Geração de Emprego”, promovido pela Comissão de Trabalho da Assembleia Legislativa, na tarde desta segunda-feira (15/06). O evento discutiu a contribuição das instituições públicas de pesquisa no processo de reindustrialização do Estado do Rio de Janeiro.

A produção de conhecimento de instituições como a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e das universidades públicas fluminenses foi destacada como fundamental para encontrar soluções para os empecilhos ao desenvolvimento econômico do Rio de Janeiro, como dificuldade de infraestrutura, de logística de transporte, como ressaltado pelo pró-reitor de Graduação e geógrafo, Antônio Soares, e da violência.

Compondo a Mesa, a coordenadora geral do Sintuperj Regina Souza ressaltou o papel do sindicato que luta não apenas por melhorias salariais como também pela própria universidade, visando condições dignas de funcionamento e de produção de conhecimento. Por isso, lembrou a preocupação causada pela redução da atratividade dos cargos da Uerj, ocasionando a saída de servidores para instituições com melhores condições de trabalho e de vida. Ela defendeu a ampliação do debate sobre industrialização dentro do ambiente acadêmico, classificando-o como impactante inclusive na vida dos estudantes, já que o processo de desindustrialização tem como uma das consequências a diminuição dos postos de trabalho.

Sobre a contribuição das universidades públicas para o desenvolvimento econômico do Estado, a Mesa de debates reforçou a necessidade de as instituições serem dotadas de orçamentos suficientes para o seu pleno funcionamento. Nesse sentido, ressaltaram que a Uerj anualmente é contemplada com orçamento insuficiente para suas necessidades. Levando a instituição a buscar suplementações junto ao Governo para cumprir com todas as despesas até o final do ano.

A docente Susana Padrão defendeu a necessidade de um projeto de lei, ou decreto governamental como ocorre em São Paulo, que garanta recursos orçamentários e financeiros para a universidade. Para ela, é impossível dar conta de produção tecnológica e de conhecimento com tantas restrições no custeio.
Fotos: Samuel Tosta


