
Servidores e estudantes da Uerj promoveram um grande ato em frente ao Tribunal de Justiça (TJ), na tarde desta quarta (15/04). A manifestação foi convocada como forma da comunidade universitária manter vigília enquanto as entidades representativas de técnicos, docentes e estudantes (Sintuperj, Asduerj e DCE) e a Reitoria se reuniam com o governador em exercício, Ricardo Couto, e aguardar o resultado do encontro agendado pela Reitoria.

Participaram da reunião com o governador a reitora da Uerj, Gulnar Azevedo, o vice-reitor, Bruno Deusdará, a coordenadora geral do Sintuperj Cassia Gonçalves, o presidente da Asduerj, Gregory Magalhães, os representantes dos comandos de greve dos técnicos Igor Conde, dos docentes Renata Gama, e o coordenador geral do DCE Viner Barreto.

Após o encontro, representantes de Sintuperj, Asduerj, DCE e dos comandos de greve relataram que durante a reunião Ricardo Couto admitiu que o governo do estado tem uma dívida com a Uerj, e que realizará um estudo das demandas e que apresentará o resultado deste estudo na próxima sexta-feira (17/04), às 18h, em nova reunião com a mesma comitiva.
A comitiva classificou esse primeiro contato com o governador como positivo, no qual ele estava disposto a ouvir as demandas de todos os segmentos, e que estes tiveram liberdade e tempo para expô-las. Nesse contexto, foi ressaltada ao governador a importância social da Uerj em contradição à falta de investimento marcada pelas defasagens salariais. Relataram ainda que o governador em exercício e desembargador afirmou que o que foi aprovado em lei tem que ser pago. E que os trabalhadores podem ficar tranquilos porque greve é um direito do trabalhador.
A comitiva ressaltou a importância da mobilização realizada na porta do Tribunal de Justiça e reiterou a necessidade de a comunidade universitária se fazer presente no TJ na próxima sexta-feira (17/04), às 18h, em vigília durante a próxima reunião com o governador.
Confira abaixo o documento com as demandas técnico-administrativas entregue pelo Sintuperj ao governador Ricardo Couto:
Durante a manifestação, trabalhadores e estudantes se alteraram na cobrança de direitos e na denúncia à sociedade das precárias condições de trabalho na universidade. Inclusive ocupando a rua do entorno do TJ, enquanto o sinal de trânsito estava vermelho para os carros, e entoando palavras de ordem como “Trabalhador! Olha pra cá! Estou na rua pro seu filho estudar!”.

Fazendo menção ao cargo originário do governador em exercício, que é desembargador do TJ, a comunidade cobrou justiça acerca do pagamento das recomposições salariais aprovadas em lei, mas não pagas em 2023 e 2024 pelo então governador Cláudio Castro. Somente os servidores do Legislativo e justamente do Judiciário foram contemplados. O que gerou uma quebra de isonomia dentro do serviço público e um prejuízo inclusive aos aposentados vinculados ao Poder Executivo.

Outros direitos como os auxílios Saúde e Educação dos servidores, cujos pagamentos foram suspensos, e maior orçamento para a universidade também estiveram entre as demandas destacadas durante a manifestação.



