
Um dia após reunião de representantes de servidores, estudantes e Reitoria da Uerj com o governador em exercício e desembargador do Tribunal da Justiça (TJ), Ricardo Couto, os técnico-administrativos da Uerj realizaram assembleia de avaliação da greve da categoria, nesta quinta-feira (16/04).

Durante os informes, a coordenadora geral do Sintuperj Cassia Gonçalves e o integrante do Comando de Greve Igor Conde, que estiveram na comitiva que se reuniu com o governador, fizeram um resumo do diálogo. Eles afirmaram que o governador reconheceu que o Estado deve recomposições salariais aos servidores que foram aprovadas em lei. Mas reiteraram que a greve não é apenas pelas recomposições.

Durante a sessão, os técnicos defenderam que os auxílios Saúde e Educação, que também estão previstos em lei, também devem estar na pauta de reivindicações de todos os trabalhadores, já que abrange tanto técnicos quanto docentes.
Além disso, de acordo com Cassia, a expectativa é de conseguir com o governador em exercício o encaminhamento das propostas de reformulação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários dos técnicos da Uerj e do Plano de Cargos e Vencimentos da Uenf, quem se encontram na Casa Civil, para a Assembleia Legislativa.
A coordenadora afirmou também que o Sintuperj entregou um ofício ao governador com todas as demandas da categoria técnico-administrativa. Veja o documento abaixo:
O movimento grevista e a presença dos trabalhadores que realizaram manifestação pública e permaneceram em vigília no TJ durante a reunião entre representantes dos três segmentos da universidade e o governador foi classificado como fundamental para mostrar a força política da universidade. Da mesma forma, os trabalhadores conclamaram a categoria a estar novamente em vigília no Tribunal de Justiça para a segunda reunião entre representantes de servidores, estudantes e Reitoria da Uerj e o governador, agendada para esta sexta-feira (17/04), às 18h.

Os servidores também ressaltaram o trabalho desenvolvido pelo Comando de Greve no sentido de garantir a participação de toda a categoria no movimento grevista, discutindo e recebendo dos diversos setores da universidade as essencialidades e se colocando aberto a qualquer servidor que venha a sofrer pressão para permanecer em atividade em serviços não essenciais. E a necessidade de toda a categoria se manter mobilizada e fazendo uma greve de ocupação.
Deliberações da Assembleia de 16 de abril de 2026:



