
Os comandos de Greve dos técnicos e dos docentes da Uerj estiveram na manhã desta terça-feira (14/04) no Gabinete da deputada estadual Lilian Behring a fim de angariar apoio parlamentar e logístico para os movimentos dos servidores da universidade.
Os servidores ressaltaram a importância de haver uma parlamentar oriunda dos quadros da universidade como é o caso de Lilian, que é enfermeira no Hospital Universitário Pedro Ernesto (Hupe), e afirmaram contar com o mandato da parlamentar na defesa da comunidade universitária, citando os direitos dos trabalhadores e também a redução do quantitativo de contratados no Hospital Universitário Pedro Ernesto. Ou seja, os movimentos almejam não apenas ganhos financeiros como também uma real valorização da universidade enquanto prestadora de serviço público.
Lilian reafirmou a necessidade de uma luta compromissada, inclusive junto com deputados que defendem o serviço público, contra as políticas governamentais de massacre dos servidores públicos. Uma lógica neoliberal que permeia a política fluminense, e adotada em maior ou menor grau por todos os governadores das últimas décadas. Como servidora da Uerj, reiterou seu compromisso com a universidade, em especial com o Hupe.

Os trabalhadores garantiram que, diante de tantas promessas descumpridas pelo Governo e de condições precárias de trabalho, não havia alternativa a não ser a decretação de greve. E afirmaram que o trabalho da parlamentar também será fundamental para a articulação da comunidade universitária com o governador em exercício, Ricardo Couto, ao levar e defender as demandas da comunidade universitária. Nesse sentido, ressaltaram que as demandas dos trabalhadores estão todas previstas em lei, o que deve ser explorado junto ao governador em exercício, que também é desembargador e pautou toda a sua vida na legalidade e justiça.
Ainda acerca da lógica privatista, também foi descrito um processo de privatização paulatina da Uerj ao longo dos anos através de mudanças que ocorrem internamente na universidade, como a ampliação de trabalhadores contratados, entre outras medidas. Ou seja, uma privatização de dentro para fora. Os trabalhadores defenderam a necessidade da comunidade universitária fomentar formas de rever as decisões internas que reforçaram a lógica privatista ao longo dos últimos mandatos de Reitoria da Uerj. Assim como lançar um olhar mais atento para as condições degradantes dos trabalhadores terceirizados, que constantemente têm seus salários atrasados e, mesmo assim, tem suas presenças exigidas sob o risco de receberem faltas e serem descontados.



