
Inicialmente prevista para a Capela Ecumênica, a Plenária de técnicos, docentes e estudantes da Uerj foi transferida para o Auditório 11, onde se debateram algumas das principais reivindicações de cada segmento e estratégias para a luta unificada.

Entre as pautas, além do pagamento das recomposições salariais, foram destacadas pelos discentes a reserva de vagas para trans e não binários, o excesso de burocracia no sistema de cotas, além da não criminalização dos movimentos estudantis.

Coordenadora geral do Sintuperj, Cassia Gonçalves anunciou como informe a realização da primeira reunião do Comando de Greve dos técnico-administrativos nesta terça-feira (14/04), às 13h, quando serão discutidas as essencialidades da greve da categoria.

O diálogo com a comunidade externa à universidade foi evidenciado como condição para o fortalecimento do movimento unificado. Nesse sentido, houve a defesa de construção de atos de massa de trabalhadores e estudantes a fim de dar maior visibilidade ao movimento grevista e angariar apoio da população em geral às reivindicações e, consequentemente, à defesa do serviço público. Além disso, foi defendida a construção da unidade ao longo do tempo, não apenas em momentos de greve. Inclusive com a participação da comunidade da Universidade Estadual do Norte Fluminense.
A primeira manifestação unificada será um ato vigília nesta quarta (15/04), às 14h, em frente ao Tribunal de Justiça, onde o desembargador e governador em exercício, Ricardo Couto, receberá os trabalhadores e a Reitoria da universidade, às 15h. Um pouco antes, às 10h, os comandos de greve dos três segmentos se reunirão no Auditório do Serviço Social para definir o que será apresentado e defendido junto ao governador em exercício. Enfatizando que a greve não pode se resumir às recomposições.
As discussões sobre o insuficiente orçamento da universidade também esteve entre os temas de maior importância por ser uma demanda que afeta a todos os seguimentos, pois está diretamente relacionado com o pagamento de bolsas estudantis, que sofreram cortes, de pesquisas e dos auxílios Saúde e Educação, cujos pagamentos foi suprimidos. Além de valores insuficientes para a subsistência de pesquisadores em uma cidade e/ou estado com alto custo de vida, também foi ressaltada a degradante condição estrutural que resulta em perdas de pesquisas e o baixo salário dos docentes, um dos menores do país.
As diversas formas de assédio dentro da universidade também foi apresentada como uma das temáticas que a comunidade universitária deve se debruçar, já que atinge trabalhadores e estudantes. Inclusive com a defesa da inclusão dos trabalhadores terceirizados nos debates, já que são os que mais sofrem assédio dentro da universidade, por exemplo, com constantes atrasos salariais.
Os três segmentos defenderam maior cobrança junto à Reitoria acerca do cumprimento dos compromissos assumidos na campanha eleitoral, bem como a exigência de maior diálogo com os três segmentos antes de editar atos administrativos.
Ainda no viés democrático, foi defendido o fomento de mecanismos de participação direta e universal dos três segmentos (técnicos, docentes e estudantes) de forma igualitária nas eleições universitárias.
Delegado sindical Sintuperj/Hupe, Jorge Luís Mattos (Gaúcho) afirmou que a comunidade universitária tem deixado a desejar ao não se empenhar na defesa dos direitos dos trabalhadores terceirizados, na majoração dos auxílios excepcionais e das aposentadorias de servidores técnico-administrativos que foram questionadas pelo Tribunal de Contas do Estado.

Ao final da Plenária, estudantes e servidores promoveram uma caminhada no interior da universidade conclamando os cursos que não aderiram às greves de docentes e de técnicos a se juntarem aos movimentos de defesa do serviço público, encerrando a manifestação no 7º andar, no corredor da Faculdade de Direito.



